Resíduo Eletrônico – Breve Panorama Brasil

Entrevistamos Lais Freitas, nossa aluna da 33ª turma do MBE.

new-1Sobre a aluna:
Turma: MBE 33

Formação:

Como estagiária de Biologia, estagiei na área de imunologia e microbiologia celular (Fiocruz) e pude executar diversas técnicas laboratoriais, além da apresentação de trabalhos científicos e de resultados. Na Licenciatura, puder experimentar lecionar ciências para crianças de 3 a 9 anos. Após a minha formação, trabalhei no Museu Nacional/UFRJ, como técnica responsável no laboratório de Pesquisa Molecular em Biodiversidade e em associação e fui auxiliar em projetos de Consultoria Ambiental no monitoramento de mastofauna no RJ. Por último, curiosamente trabalhei em uma empresa de consultoria em comércio exterior.

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O lixo eletrônico se difere por conter diversos tipos de metais pesados no seu interior, tais como: mercúrio, cádmio e chumbo, que apresentam risco à saúde e que devem ser levados em consideração quando manipulados. Outros metais encontrados são os metais preciosos, como ouro, cobre, prata, paládio, etc. Por ser um material que contém tanta diversidade em valor e perigo, é necessário conhecimento, treinamento prévio, local correto para receber e segregar os metais, para que, assim, ele seja reciclado e destinado corretamente.
Do fim dos anos 90 até hoje, é marcante o crescimento da indústria eletrônica no mundo, juntamente com o aumento do potencial de compra da população, associado ao pouco tempo de vida útil dos equipamentos eletrônicos. Com isso, é possível visualizarmos também um crescimento desenfreado do descarte desses aparelhos, que são rapidamente substituídos por modelos mais avançados. Segundo dados da ONU, no mundo são produzidas cerca de 41 milhões de toneladas métricas por ano, com previsão de atingirmos 50 milhões, até o ano de 2017. Para chegarmos até o ano de 2040 em condições habitáveis, será necessária uma mudança geral no panorama global do consumo dessa tecnologia, além, é claro, de se adquirir hábitos sustentáveis na destinação e no reaproveitamento das sucatas.
Cádmio causa câncer de pulmão e de próstata. Já o mercúrio deteriora o sistema nervoso, causa perturbações motoras, tremores e demência. E o chumbo, por sua vez, provoca alterações genéticas, ataca o sistema nervoso, a medula óssea, os rins e também causa câncer. Em resumo, tudo o que contém bateria, placa eletrônica e fio possui algum tipo de material contaminante.
O processo de reciclagem é feito incialmente pela separação dos materiais contidos no interior das sucatas. Cada metal, plástico, placas eletrônicas e baterias são separados e cada um contém a sua função no processo.  Em geral, os metais preciosos são vendidos para empresas no exterior, que são capazes de extrair os metais das placas eletrônicas. Já os plásticos são moídos e purificados ao máximo e, depois, vendidos para empresas de reciclagem. O importante da logística reversa é estar sempre dando uma nova vida ao material utilizado para reduzir a geração de novos lixos, promovendo uma reutilização do produto para um novo fim, como, por exemplo, o plástico que, ao ser enviado para a reciclagem, pode fazer parte de um novo computador, de um celular, tablet, entre outros produtos. Assim, pode-se eliminar a extração de matéria-prima da natureza.
Sempre achei interessante a problemática do lixo humano e vejo que é algo ainda esquecido pela humanidade, principalmente no Brasil, o que acaba por ser um problema cultural também. O e-lixo me atrai bastante por carregar consigo grandes desafios culturais, econômicos e políticos. É um assunto do futuro que temos que tratar no presente. Tenho interesse em continuar nessa linha e buscar oportunidades nessa área para desenvolver e adquirir novos conhecimentos. A pós-graduação abriu uma nova janela de conhecimento na área de meio ambiente. Com seu conteúdo atual, político e econômico brasileiro, com certeza, irá proporcionar uma entrada no mercado de trabalho que desejo.

 

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