Rotulagem Ambiental

Entrevistamos Annik Frasso, nossa aluna da 33ª turma do MBE, Consultora Ambiental.

new-1Sobre a aluna:
Turma: MBE 33

Formação:
atuo como Engenheira Agrícola e Ambiental. Já estagiei em Furnas, na área de Análise técnica de projetos de sistemas de proteção para hidrelétricas. Posteriormente, estagiei no setor de engenharia ambiental da Multinacional Michelin, na área de gestão de resíduos industriais. Atualmente, trabalho na empresa Carfilub Logística e Transporte, como consultora ambiental, e conduzi todo o processo de licenciamento da Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos Urbanos da empresa. Coordeno também as obras de melhoria da ETR para atendimento aos requisitos da legislação Ambiental. Sou formada em Engenharia Agrícola e Ambiental, pela Universidade Federal Fluminense, UFF, e Pós-graduada em Meio Ambiente, pela COPPE/UFRJ.

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Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), rotulagem ambiental é uma certificação que atesta, por meio de uma marca inserida no produto – daí o uso do termo selo – ou na embalagem, que determinado produto/serviço apresenta menor impacto ambiental em relação a outros produtos “comparáveis” disponíveis no mercado.
Sim. Infelizmente, a rotulagem ambiental pode ser utilizada de forma equivocada, amparada principalmente pela falta de informação de grande parte dos consumidores, que desconhece as normas sobre rotulagem, gerando, assim, alguns mitos. Dentre eles, os principais são: Mito da reciclagem garantida, isso porque os símbolos apenas indicam que os materiais são potencialmente recicláveis. Não adianta a embalagem apresentar o símbolo de “reciclável”, se não houver um mercado que absorva e reutilize tal material posteriormente; há também o Mito da reciclagem infinita, mas nem todo produto pode ser reciclado várias vezes; e o Mito da embalagem ecológica, porém, nem toda embalagem que utiliza selo verde é necessariamente ecológica. Ou seja, nem toda embalagem descartável é favorável ao meio ambiente, como, por exemplo, a bandeja de isopor, a embalagem tetrapack e a lata de aerossol. Estudos indicam que tais embalagens possuem alto dano ambiental e não são recicláveis
Atualmente, com inúmeras questões e assuntos ambientais em voga, cada vez mais os setores da economia, públicos e privados passaram a implantar como slogan o termo “sustentabilidade”. Com isso, um novo nicho de mercado surgiu recentemente: o de consumidores preocupados com a origem dos produtos que consumem em busca de uma vida mais saudável e mais consciente, no que tange a questão socioambiental. A partir daí, muitas empresas se utilizam da estratégia de marketing conhecida como “maquiagem verde” para atrair tais consumidores. O termo se refere a falsos benefícios ambientais oferecidos por empresas de produtos ou serviços, como uma espécie de “máscara” colocada nos rótulos para induzir a compra do produto em detrimento de um similar que não possua nenhum rótulo.  Na realidade, o marketing ambiental pode e deve ser utilizado. O que ocorre de maneira recorrente, no entanto, é que muitas empresas fingem possuir certo engajamento sustentável. Com isso, a qualidade do produto ou serviço produzido pouco reflete os compromissos tangíveis e reais com o meio ambiente.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Market Analysis, em 2010, sobre maquiagem verde, foram constatados sete pecados capitais da rotulagem ambiental: Pecado do Custo Ambiental Camuflado; Pecado da Falta de Prova; Pecado da Incerteza; Pecado do Culto a Falsos Rótulos; Pecado da Irrelevância; Pecado do “Menos pior”; Pecado da Mentira.
A escolha do tema se deve pelo fato de se tratar de um assunto relativamente atual, visto que os consumidores estão cada vez mais preocupados com a sustentabilidade dos produtos que consomem e que ainda falta maior divulgação sobre as normas e os programas de rotulagem, para que os mesmos possam identificar com maior clareza quais empresas realmente estão sendo verdadeiras em suas autodeclarações ambientais.

A pós-graduação em Meio Ambiente me ajudou a aprofundar meus conhecimentos na área de gestão ambiental, elevando o aprendizado de forma quantitativa e qualitativa.  Ela também contribuiu para melhorar meu desempenho dentro da rotina de trabalho, além de oferecer o estímulo para eu continuar estudando o tema Meio Ambiente.

 

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