SIG como suporte para gestão de resíduos sólidos

Entrevistamos Alessa Duque Estrada, nossa aluna da 33ª turma do MBE, administrativo da Odontoprev na Bradesco Dental.

10457890_919005584782031_2902797315722824590_nSobre a aluna:
Turma: MBE 33

Formação:

Cursei quatro anos de geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008 – 2012), onde pude participar do laboratório de Geografia Física (2009 – 2010) com pesquisas em geomorfologia costeira; por fim, minha última vivência em laboratório na UFRJ foi no Geocart (2010 – 2012), desenvolvendo trabalhos com geotecnologias e geoprocessamento juntamente a análises ambientais. Realizei pós-graduação em Gestão de Negócios Sustentáveis, pela Universidade Federal Fluminense (2012 – 2013), e estou concluindo minha segunda pós-graduação em Meio Ambiente Executivo, pela COPPE (2014 – 2015). Trabalho atualmente como administrativo da Odontoprev, com produtos da Bradesco Dental (2013 – atual).

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Após a Segunda Guerra Mundial, os resíduos que até então eram, em grande parte, orgânicos passaram a apresentar em sua composição materiais mais difíceis de serem “tratados”, tais como plástico, vidro, papel, papelão e outros. No desenvolvimento desse trabalho, a pauta foram os resíduos sólidos no Brasil. E, dentro dessa lógica, com o intuito de responder a esse questionamento, há algumas formas de tratamento de resíduos sólidos que objetivam a diminuição do volume de “elementos descartáveis” que são destinados aos aterros sanitários, como, por exemplo, aproveitar o material que não mais é interessante para alguns, mas que poderá servir para outra finalidade. Assim, é possível alimentar os princípios básicos da sustentabilidade: reutilizar, reciclar e reaproveitar. Dito isso, destacam-se as seguintes formas: usinas de triagem; incineração; compostagem; reciclagem industrial e coleta seletiva.
Os resíduos sólidos mais perigosos à sociedade são justamente os que a NBR 10004 define como sendo aqueles que, em função de suas características intrínsecas de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade, apresentam riscos à saúde pública, através do aumento da mortalidade ou da morbidade. Tais resíduos não somente põem em risco os seres humanos, como também degradam a fauna e a flora.
Diversas ciências procuram criar soluções para levar em consideração o meio ambiente e preservar o seu bom funcionamento. Dentre elas, existe uma vertente do conhecimento científico que unifica o estudo do espaço geográfico e dos aspectos ambientais nele inseridos, com tecnologias, promovendo as Geotecnologias. Essas tecnologias estão ligadas às geociências e visam trazer avanços significativos no desenvolvimento de pesquisas, em planejamento, em processos de gestão, manejo do solo e tudo o que está disposto no espaço geográfico e que se deseja conhecer, estudar e preservar.  São ferramentas operacionais que dependem de pessoas especializadas, não necessariamente geógrafos. Por serem interdisciplinares, abrangem todos os profissionais que desempenham funções voltadas ao meio ambiente e procuram instrumentos que facilitem as análises ambientais, que promovam respostas rápidas e resultados seguros, com dados confiáveis. Um exemplo de geotecnologia é o SIG (Sistema de Informação Geográfica), que pode ser entendido como um software, que é projetado para o usuário e, por isso, apresenta interação homem-máquina. Cada SIG terá uma especificidade particular, com aplicativos voltados para determinados fins, e, nessa lógica, é importante conhecer a necessidade, antes de se adquirir um.
Provavelmente, em 2050, o volume de resíduos continuará a crescer pela lógica do aumento populacional. De acordo com muitos ambientalistas, a expectativa desse ritmo gera preocupação, pois entendemos que há limites de recursos naturais, além da recuperação lenta do que já foi utilizado ou, até mesmo, a não recuperação de ecossistemas ou biotas. De um lado mais positivo, acredita-se que a sociedade será mais esclarecida diante de alguns pontos que competem a ela, tais como a poluição e o descarte adequado de seus resíduos. Dependerá, e muito, dos profissionais atuais de meio ambiente se especializarem e criarem movimentos de conscientização da população, bem como elaborarem trabalhos de fácil acesso e compreensão e tornarem-se excelentes e dedicados professores, a fim de doutrinar os seus alunos no caminho certo, o de preservar o que ainda não destruímos. Essa lógica negativa e alarmante ainda pode ser revertida, se nos dedicarmos verdadeiramente a mostrar a necessidade de cuidar do meio ambiente e refrearmos os impulsos consumistas, através dos costumes que podem ser mudados, começando por nós mesmos e passando para as demais gerações. É um trabalho árduo e com retorno demorado, mas, a longo prazo, acredita-se que nossos netos irão desfrutar dessas atitudes do passado, que, para nós, é o presente.
A lógica inicial foi trabalhar com um assunto em que se tem experiência e vivência, no caso a geografia como graduação, e unir com o assunto novo aprendido em sala de aula, que são os resíduos. A temática dos resíduos é um desafio, pois é vista por muitos como um caso impossível ou desgastante, mas, por outra ótica, é somente uma questão de explorar outras ciências e criar uma grande discussão interdisciplinar, a fim de alcançar grandes ideias que poderão ajudar muito nesse processo de descarte dos resíduos.

Desde que obtive informações a respeito do curso MBE, através do site, gerei grandes expectativas diante da grade e das disciplinas oferecidas, porque propuseram o meio ambiente pelas esferas física, econômica e jurídica. Os temas das disciplinas pareceram essenciais para tornar-me uma profissional especializada em meio ambiente. Desta forma, cursei a pós-graduação, que proporcionou o conhecimento amplo da pauta meio ambiente e promoveu oportunidades futuras para o mercado de trabalho.

 

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